Docentes

Arte, sujeito, cidade
Alexandre Sá

Vive em Niterói e trabalha no Rio de Janeiro. É artista, curador e psicanalista. Pós-doutorando em Filosofia pelo PPGF-UFRJ sob supervisão de Rafael Haddock Lobo. Pós-doutor em Estudos Contemporâneos das Artes pela Universidade Federal Fluminense sob supervisão de Tania Rivera. Doutor (2011) e mestre (2006) em Artes Visuais pela Escola de Belas-Artes da UFRJ, tendo sido orientado por Glória Ferreira. Com esse último foi aprovado com louvor e indicação de publicação. É licenciado em Educação Artistica (Habilitação em História da Arte) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2002). É atual diretor e professor do Instituto de Artes da UERJ, além de professor do Programa de Pós-graduação em Artes da mesma instituição. É um profissional híbrido que trabalha com diversas linguagens (performances, instalações, textos críticos e vídeo) e a particularidade de sua pesquisa plástico-teórica são as relações entre o texto, a imagem, a poesia, o corpo e a psicanálise. Atua também como crítico de arte, escrevendo textos para revistas especializadas. Desenvolve um trabalho como editor de revistas acadêmicas de arte, tendo integrado o corpo editorial da Revista Arte & Ensaios (EBA-UFRJ) e atualmente é editor-chefe da revista Concinnitas do Instituto de Artes da UERJ, avaliada como A2. Também faz parte da Comissão de Credenciamento do Portal de Publicações da UERJ como professor titular. É membro e coordenador geral do Fórum do Campo Lacaniano - Niterói e da IF (The International of forums), ministrando com regularidade seminários que discutem as relações entre Arte & Psicanálise. É coordenador do Grupo de Pesquisa "A arte contemporânea e o estádio do espelho", certificado pelo CNPQ. Atualmente também é aluno do curso de Especialização em Gestão e Políticas Culturais, promovido pelo Itaú Cultural (Observatório Itaú) em parceria com a Universitat de Girona e a Cátedra UNESCO de Políticas Culturais e Gestão.

Arte, sujeito, cidade
Aldo Victorio

Encontros, desencontros, colisões e afetos da arte com o cotidiano das redes juvenis: educação formal, trânsitos urbanos, tribos e outros pertencimentos; as estéticas tortas das rebeldias e suas multiplicidades nos fluxos da cidade. Sintonias e freqüências de delírio: energia, surto, controle e transgressão nos currículos praticados. Maquinaria desejante e volúpia estética - artistagens. Nomadismo e experimentações na arte, na educação e outras zonas da cidade praticada. Potências de criação - Linhas de fuga que formulam a produção cotidiana de sentidos indiciadas nas poéticas dos corpos... Autorias nômades individuais e coletivas e suas intervenções e contaminações nos espaços que ocupam, percorrem e atravessam. Interessam-nos as invenções estéticas para além do alcance das herme-nêuticas outorgadas... Desejamos investir em novas chaves de leitura para o univer-so das belezas invisibilizadas e/ou interditadas. Simpatizamos com os modos de acontecer no mundo que interrogam as certezas institucionais da arte e de seu ensi-no nesse início e fim de tudo. Enfim, atraem nossa atenção as produções estéticas das vagabundagens e erratismos como anúncio e acontecimento de outras episte-mes... pichações, funks, redes, corpos, currículos e artes inventados e praticados...

PROJETO DE PESQUISA:
JUVENTUDE LÍQUIDA: ESTÉTICA/EDUCAÇÃO/ACONTECIMENTOS
Criar novas possibilidades de relação pedagógica com a juventude. Levantar suas formas de ser e viver em grupo como alicerce para o fortalecimento de seu protagonismo nos cotidianos escolares. Explorar as potencialidades das racionalidades estético-expressivas emergentes nas culturas juvenis periferizadas como meio de investimento na sua emancipação e ocupação das centralidades sociais.
Grupo de pesquisa: Estudos Culturais em Educação e Arte (UERJ e UFRRJ) - Líder

Arte, experiência, linguagem

Professora do Instituto de Artes e do Programa de Pós-graduação em Artes na Linha de pesquisa Arte, Experiência, Linguagem. Formada em Comunicação Visual (EBA/UFRJ), é mestre e doutora em Linguagens Visuais pelo PPGAV/UFRJ, com pós-doutorado PNPD/CAPES na mesma instituição. Durante o doutorado, cumpriu estágio PDEE na École Doctorale Arts plastiques, esthétiques e sciences de l’art na Université Paris 1 – Panthéon Sorbonne. Entre 2011 e 2020 foi professora de videoarte e videoinstalação na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Atuou nos cursos de pós-graduação lato sensu em Ensino da Arte da EAV/Parque Lage/Instituto de Artes/UERJ e em Crítica de Arte e Curadoria de Exposições de Arte IUPERJ/Universidade Candido Mendes. Atuou no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais PPGAV/EBA/UFRJ e no Programa de Pós-Graduação em Música PPGM/UFRJ. Foi Coordenadora de exposições das galerias COEXPA/DECULT/UERJ entre 2018 e 2019. Em 2014 lançou o livro Analu Cunha, com entrevista de Gloria Ferreira e textos de Tania Rivera e Wilton Montenegro sobre sua produção artística. Trabalha como artista visual, curadora e pesquisadora, com ênfase na área da videoarte e dos elementos constitutivos do audiovisual: som, imagem e ritmo em suas implicações sociais e antropológicas.

PROJETO DE PESQUISA:
A IMAGEM EM DESCOMPASSO
O projeto, vinculado ao PPGArtes/Uerj, procura ampliar e dar continuidade às questões levantadas na pesquisa de pós-doutorado Som e ritmo na videoarte brasileira (CAPES/PNPD/PPGAV/UFRJ), que se consistiu no estudo de obras pontuais de artistas brasileiros abordadas em suas questões rítmicas. Publicada em Outros começos, pós cadernos 01 do PPGAV/UFRJ, com o título Compasso binário (não), propõe uma análise antropológica do ritmo para nortear as análises. Nos exercícios propostos para a disciplina, os eventos artísticos são tratados sob o ponto de vista do ritmo como fenômeno amplo, em suas acepções visuais, sociais e políticas. Com Elisa de Magalhães (PPGAV/UFRJ), lidera o grupo de pesquisa Derivagens (CNPq), centrado na problematização do conceito de imagem. Coordena o Projeto de extensão A imagem fora, que tem, como objetivo, pensar e produzir videoarte e videoinstalações para exibição em espaços internos e externos à universidade.

Arte, sujeito, cidade

Pós-doutorado no Instituto de História da Arte da Freie Universität Berlin. Doutor em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com uma pesquisa sobre a fotografia amazônica do alemão George Huebner. Mestre em Ciência da Arte pela Universidade Federal Fluminense. Graduação em História da Arte e Cinema pela Swarthmore College, Pennsylvania, EUA. Professor-adjunto de fotografia na Universidade Estadual do Rio de Janeiro/Instituto de Aplicação. Fotógrafo, escritor e pesquisador. Foi aluno e colaborador do artista plástico Helio Oiticica. Escreveu, dirigiu e produziu documentários na Amazônia. Nos anos 1970, realizou trabalhos em Super8, com filmes experimentais premiados em festivais no Brasil e no exterior. Documentou e pesquisou a Amazônia durante quinze anos, resultando num banco de imagens com mais de vinte mil fotografias. É autor de três livros sobre o Festival Folclórico de Parintins: ?Contrários: a Celebração da Rivalidade dos Bois-Bumbás de Parintins?, ?Vermelho, um Pessoal Garantido? e ?Caprichoso, a Terra é Azul?. É autor dos livros "SAARA Rio de Janeiro", 'Fotocine: a fotografia no cinema" e "A fotografia amazônica de Goerge Huebner" Foi coordenador de projetos da FUNARTE e assistente de produção e direção no filme ?Fitzcarraldo?, de Werner Herzog. É membro da Associação Brasileira de Antropologia; em 2004 foi vencedor do Prêmio Pierre Verger de Fotografia. Realizou inúmeras exposições individuais de fotografias, participou de coletivas e trabalha como curador. Em 2015, foi contemplado pela FUNARTE com o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia. (Texto informado pelo autor)

Arte, sujeito, cidade
Denise Espírito Santo

Denise Espírito Santo é Professora Associada do depto. de ensino da arte e cultura popular do Instituto de Artes da UERJ, professora do programa de pós-graduação em Artes – PPGArtes. Dramaturga e diretora artística da coletiva Medéias, coordena o projeto Zonas de Contato, atuante desde 2011 que vem realizando um trabalho de formação artística com artistas e grupos do interior do estado do Rio de Janeiro. Como dramaturga e diretora teatral, realizou os seguintes projetos: “Às margens de Medéia”, primeiro espetáculo da trilogia que itinerou por algumas cidades do Brasil; “O marinheiro escritor”, textos de Qorpo-Santo; “Um longo sonho do futuro”, com textos de Lima Barreto; “As rosas de Noel”, musical inspirado nas canções de Noel Rosa dentro do centenário de nascimento do poeta da Vila. Atualmente, dedica-se à montagem teatral e produção do curta-metragem “Como adubar terras áridas”, junto à coletiva Medéias. É autora dos livros “Poemas de Qorpo-Santo”, pela Ed. ContraCapa, 2000; “Miscelânia Quriosa”, pela Ed. Casa da Palavra, 2004; Editora das publicações “Medéia e suas margens”, lançada em 2018 e “Abrace sua vulnerabilidade”, junto com David Gutiérrez a ser lançado em 2021.

Área de pesquisa:
Dedica-se ao estudo e investigação sobre circuitos e/ou territórios de arte e cultura da cidade cujos trabalhos se inscrevam sob o emblema da diferença e da alteridade. Os projetos culturais e as ações artísticas que compõem esta pesquisa colocam em primeiro plano a escuta com os processos de criação e sua pertença ao universo das cartografias do corpo/cidade; suas ressonâncias afetam também o exercício docente junto às disciplinas do curso de artes visuais (licenciatura) do Instituto de Artes da UERJ e também no programa de pós-graduação em artes (PPGArtes), expandindo para as orientações e experimentos artísticos desenvolvidos no âmbito do projeto Zonas de Contato, atuante desde 2011 e contando com financiamento FAPERJ e CNPq. O recorte de algumas destas proposições buscam intensificar uma reflexão sobre a diáspora africana e as “amefricanidades” no contexto social e cultural da sociedade brasileira contemporânea, mais especificamente o impacto desta história no campo da educação, da arte, da saúde e cultura.
PROJETO DE PESQUISA:
1. CASA ATELIÊ – responde por uma interface entre arte, saúde e educação com o fim de subsidiar ações de pesquisa, de produção de metodologias visando a manutenção de um ateliê experimental localizado em duas unidades de saúde do Hospital Universitário Pedro Ernesto, HUPE, a saber: Vila da Psiquiatria e Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente. Configura-se como projeto inter-transdisciplinar envolvendo as áreas: Artes, Saúde, Educação.
site: Casa Ateliê https://casaatelieuerj.wixsite.com/casaatelie
2. ZONAS DE CONTATO – afina-se com uma proposta de formação artística e de intercâmbio cultural voltada para o fortalecimento das pesquisas artísticas, teóricas e pedagógicas que fundamentam o trabalho de atores, diretores, pesquisadores, coreógrafos, estudantes e grupos de teatro da cidade e do interior do estado do Rio de Janeiro. O projeto se dá na qualidade de residência artística e de intercâmbio cultural, investindo na formação desses grupos e coletivos. O projeto vem sendo financiado desde 2012 pela FAPERJ, produções mais recentes: “Medéia e suas margens”, montagem teatral, 2017-2019; “Como adubar terras áridas”, curta-metragem, 2020-2021, publicação “Abrace sua vulnerabilidade”, 2021.
site: Zonas de Contato https://zonasdecontato.wixsite.com/medeia

Arte, pensamento, performatividade

É artista visual, com formação em Artes Visuais e especialização em Linguagens Artísticas e Educação pela Faculdade Brasileira de Teatro / Faculdade de Artes. Possui mestrado e doutorado em educação pela Universidade de Brasília UnB. Atualmente é pesquisadora e professora colaboradora do Programa de Pós-graduação em Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e atua como professora adjunta do Departamento de Educação da Faculdade de Formação de Professores da UERJ. Suas pesquisas e publicações discutem as relações existentes entre os processos culturais da contemporaneidade, as poéticas urbanas e as expressões artísticas. É autora de O aprendizado da cidade: limiares e poéticas do urbano, tese de doutorado publicada pela Editora Annablume. É coordenadora do grupo de estudos e de experimentação de linguagens “Arte, Educação e Cultura Visual: Interconexões, Práticas e Reflexões” - FFP/UERJ.

PROJETO DE PESQUISA:
EXPERIÊNCIAS E SABERES INDISCIPLINADOS
Este projeto tem como objetivo investigar os saberes não hegemônicos constituídos nos fluxos e contra fluxos dos espaços limiares da arte em suas demarcações fluidas e territórios híbridos, nas dinâmicas culturais e sociais que produzem e constituem os processos artísticos. Tenciona-se um exercício de pesquisa transdisciplinar voltado para os interstícios e entre lugares de uma gama de práticas: as rodas culturais das periferias, o espaço da instalação, o tempo transitivo do corpo em performance e outras profanações poéticas quer seja no campo da exploração teórica, quer seja no campo da criação artística. Nos nossos dias, este espaço impuro é também um espaço de diversidade, pois conviver com as impurezas do mundo contemporâneo é conviver com a sua diversidade, decorrente, entre outras coisas, das misturas e hibridismos da arte entre gêneros, suportes, técnicas, tecnologias, mídias e linguagens. Propomos em nosso projeto relacionar as cartografias simbólicas dos entre lugares de expressões artísticas, dinâmicas culturais e sua performatização como acontecimento que reorganiza os paradigmas que estruturam a percepção dos espaços da arte na nossa contemporaneidade. No rastro de W. Benjamin interessa-nos o discurso em curto circuito, na tensão entre a produção artística e a produção acadêmica.

Arte, sujeito, cidade
Lilian do Valle

Professora titular de Filosofia da Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde ingressou em 1984, graduou-se em Pedagogia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1978), tendo-se doutorado em 1982 na Universidade de Paris V - René Descartes, com tese sobre as representações do lazer dos trabalhadores pelas ciências sociais brasileiras. Realizou, por mais de duas décadas, estudos e pesquisas sobre as origens da escola pública, interessando-se pela gestão do tempo livre das crianças em idade escolar e, em seguida, pela crítica ao cognitivismo. Realizou, em 1991 e 2007, estágios de pós-doutorado na École des Hautes Etudes en Sciences Sociales. Traduziu obras de Nicole Loraux, Cornelius Castoriadis e Jacques Rancière. Foi responsável pelo projeto de criação dos programas de pós-graduação Memória Social e Documento, da Unirio, e Políticas Públicas e Formação Humana, da Uerj, que ajudou a implantar e credenciar. Publicou, entre outros, A Escola Imaginária (DPA, 1997) e Enigmas da Educação (Autêntica, 2001).

PROJETO DE PESQUISA:
Em sua investigação atual dedica-se à crítica da antropologia ocidental e sua predileção por oposições tais como pensamento x atividade, eu x outro, interior x exterior, razão x sensibilidade, que têm como ponto de origem e de confluência a oposição alma x corpo imperou desde a Antiguidade, sob influência platônica. Enfatizam-se as noções de corporeidade e presença, principais operadores da crítica a ser realizada à clivagem de que derivaram a perda da corporeidade e do mundo características do «sujeito isolado»; ao projeto de modernidade civilizatória, que legitimou a colonialidade e a «diferença colonial» (Mignolo); à «grande divisão» (Latour) natureza/sociedade, que justificou o comportamento predatório em relação ao terrestre; e à oposição nacional x mundial, que, buscando responder à crise da representação política, dificilmente dá conta das novas exigências cosmopolíticas de que depende a renovação do projeto democrático. Pretende-se, muito especialmente, analisar o potencial da arte para a instalação de uma cultura cosmopolita, capaz de, religando o sujeito a seu corpo e ao mundo, favorecer o acolhimento do diverso e a criação de uma nova disposição frente à pluralidade e aos desafios dos tempos atuais.

Arte, recepção, alteridade
Marcelo Campos

Professor Associado do Departamento de Teoria e História da Arte e dos Programas de Pós Graduação em Artes e História da Arte do Instituto de Artes da UERJ. Curador Chefe do Museu de Arte do Rio. Doutor em Artes Visuais pelo PPGAV da EBA/UFRJ. Desenvolveu tese de doutorado sobre o conceito de brasilidade na arte contemporânea. Curador das exposições, entre outras: Casa Carioca, em co-curadoria com Joice Berth, 2020, no MAR; À Nordeste, em co-curadoria com Clarissa Diniz e Bitu Cassundé, no SESC 24 de maio, 2019; O Rio do Samba: resistência e reinvenção, em co-curadoria com Evandro Salles, Nei Lopes e Clarissa Diniz no MAR, 2018; Bispo do Rosário, um canto, dois sertões, no Museu Bispo do Rosário de Arte Contemporânea, em 2015. Autor do livro: Escultura Contemporânea no Brasil. Salvador: Editora Caramurê, 2016.

PROJETO DE PESQUISA:
NAS FRONTEIRAS DA ARTE: REFLEXIVIDADES CONTEMPORÂNEAS
Descrição: Este projeto propõe estudos e a análises sobre reflexividades do objeto de arte. Buscam-se em distintas imagens e narrativas as condições que fundamentam objetos e sujeitos numa suposta arte contextual. A antropologia nos alerta que a ação artística está circunscrita a ethos e visões de mundo: etnicidades, gêneros, pós-colonialismos. O artista assume instâncias de produtor de gestos e assume a emissão da autoria, a partir de pertencimentos socioculturais.

Projetos de extensão: Arte e Curadoria
Descrição: A ideia do projeto Arte e Curadoria é congregar profissionais, docentes, discentes e o publico em geral em ações que envolvam a elaboração de eventos e exposições de arte. Com isso, a profissionalização das atividades curatoriais será discutida em ações, não somente em estudos sistemáticos, que possam promover eventos dentro e fora do Rio de Janeiro. Além de análise, crítica e discussão sobre exposições em cartaz, teremos a elaboração de propostas curatoriais ativando capilaridades em espaços institucionais e independentes.

Projetos de extensão: Arte e cultura em contextos universitários
Descrição: Este projeto tem como interesse principal criar relações e promover eventos e parcerias entre as áreas de arte e cultura das universidades. Com isso, propomos ações que levem ao conhecimento amplo a configuração dos equipamentos e das ações culturais em contextos universitários.

Projetos de extensão: Arte e Afrobrasilidade
Descrição: A ideia do projeto de extensão Arte e afrobrasilidade é realizar atividades extensionistas que levem em consideração as questões ligadas às heranças africanas na arte brasileira. Com isso, ao realizar ações que expandam as fronteiras da Universidade para contextos como, populações quilombolas, terreiros, ateliês e oficinas de artistas e artesãos, reuniões de coletivos de arte, poderemos criar levantamentos que possam ampliar o conhecimento da arte em torno das relações identitárias e ativistas.

Arte, recepção, alteridade
Maria Berbara

Maria Berbara é doutora pela Universidade de Hamburgo e ensina História da Arte na UERJ desde 2005. Especializou-se em arte italiana e ibérica produzida entre os séculos XV e XVII, assim como em história cultural, globalismo na Primeira Época Moderna e intercâmbios intelectuais no mundo atlântico. Atualmente pesquisa a história da França Antártica, a imagem global dos Tupinambá e a relação entre arte, doenças e processos de conversão no mundo atlântico durante a primeira modernidade. Seus projetos individuais e coletivos de pesquisa foram financiados pela Fundação Getty, Villa I Tatti, DAAD/Alemanha, INHA/Paris, Fapesp, Faperj, CNPq e Capes. É procientista e bolsista de produtividade do CNPq.

PROJETO DE PESQUISA:
CIRCULAÇÃO ARTÍSTICA E CULTURAL ENTRE A ITÁLIA, A PENÍNSULA IBÉRICA E AS AMÉRICAS DURANTE A PRIMEIRA ÉPOCA MODERNA
Descrição: Os objetivos centrais deste projeto são a investigação da recepção da tradição clássica durante a primeira época moderna, bem como do trânsito de linguagens artísticas entre Itália, a Península Ibérica e América Latina nesse período. Oriento teses e dissertações nos seguintes campos: edição e tradução, ao português, de fontes fundamentais da literatura histórico-artística produzidas entre os séculos XV e XVII; pesquisas sobre a tradição clássica, e investigações que considerem a circulação de linguagens artísticas, discursos, livros e objetos de arte entre diferentes zonas do globo. Temas de interesse mais específico são a representação do sacrifício no mundo atlântico durante a primeira modernidade; a história cultural das pandemias, com ênfase no continente americano durante os séculos XVI e XVII; a França Antártica e seus desdobramentos; o conceito de império e suas translações, e a imagem global dos Tupinambá.

Arte, recepção, alteridade
Maurício Barros de Castro

Doutor em História pela Universidade de São Paulo (2007), é professor do Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Seus interesses de pesquisa focalizam as artes visuais (moderna e contemporânea) e suas conexões com as culturas populares, a diáspora africana e as relações étnico-raciais. É autor e organizador de diversos livros sobre arte e cultura e possui artigos publicados em periódicos internacionais, como Studies in Visual Arts and Comunication (2019), AM Journal of Art and Media Studies (2018) e African and Black Diaspora (2016). Foi curador, com Analu Cunha e Marcelo Campos, da exposição ESQUELE70 (2019-2020), realizada no Museu do Paço Imperial, no Rio de Janeiro. A exposição coletiva celebrou os 70 anos da UERJ e reuniu estudantes, professores e outros artistas contemporâneos, como Hélio Oiticica, Carlos Vergara, Raul Mourão, Cristina Salgado, Marcos Chaves, Luiza Baldan e Ricardo Basbaum. A exposição também homenageou a antiga Favela do Esqueleto, onde a UERJ nasceu.

PROJETO DE PESQUISA:
INTERCÂMBIOS: ARTE CONTEMPORÂNEA E CULTURA POPULAR
O projeto aborda os intercâmbios, mediações, negociações, tensões e conflitos entre os campos da arte contemporânea e da cultura popular. Analisa o impacto destes intercâmbios na produção artística contemporânea e focaliza o movimento de busca do artista por um campo antropológico para produção de suas obras, o seu deslocamento dos ateliês para a realidade social. Assim, é possível traçar novos itinerários onde ocorrem esses intercâmbios e ações políticas. O objetivo principal do projeto é refletir sobre as representações do outro, as relações étnico-raciais, as políticas da alteridade e o impacto da cultura popular nos diversos circuitos artísticos, transitando entre o local e o global.

Arte, pensamento, performatividade
Luciana Lyra

Atriz, encenadora teatral, dramaturga e escritora. Coordenadora e docente permanente do Programa de Pós-graduação em Artes no Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), docente adjunta efetiva do Departamento de Ensino da Arte e Cultura Popular na mesma universidade. Docente colaboradora do Programa de Pós-graduação em Teatro da Universidade do Estado de Santa Catarina (PPGT-UDESC). Docente permanente do Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas e pós-doutora em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PPGARC-UFRN). PhD. em Antropologia pela Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), é Mestre e Doutora em Artes da Cena pela Universidade Estadual de Campinas (IA/UNICAMP). Especialista em Ensino da História das Artes e das Religiões pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), graduada em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e bacharel em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). É coordenadora líder do grupo de pesquisa e extensão intitulado MOTIM – Mito, Rito e cartografias feministas nas Artes (UERJ/CNPq) e é co-criadora dos ENCONTROS ARCANOS, evento acadêmico-artístico anual, dedicado aos estudos do imaginário e suas interfaces com as artes da cena, a antropologia e a psicologia profunda. Dirige seu próprio estúdio de investigação UNALUNA- PESQUISA E CRIAÇÃO EM ARTE, em São Paulo. Com ênfase em processos criativos, atua principalmente nos seguintes temas: atuação, teatro, dança, performance, encenação e dramaturgia. Na seara teórica, sua investigação dirige-se aos estudos das Antropologias do Imaginário e da Performance e aos estudos feministas, sempre na interlocução com a criação artística, em especial no campo das artes da cena.

PROJETO DE PESQUISA:
ARTE DE F(R)ICÇÃO: MITO, RITO E CARTOGRAFIAS FEMINISTAS
O projeto visa relacionar pautas do ideário feminista à noção de experiência (rito/performance) e às narrativas simbólicas (mito), ajudando a expandir os horizontes de pesquisa em artes, para além das fronteiras clássicas que apartariam os estudos artísticos dos campos da antropologia, da filosofia, da psicologia e da religião, colaborando para perspectivas pós-disciplinares e quebra das rígidas bordas epistemológicas. Em meio a esta trama de campos de conhecimento, procura-se fomentar a compreensão da arte na sua dimensão performática, liminar e @ artista/pesquisador@ como operador de um campo de f(r)icção, na medida em que trafega no entrelugar do real/ficcional, na lida com níveis profundos de si no imaginário cultural, em processo de autoexploração e atrito entre arte/vida pela via da cena performática. Neste projeto são abarcadas pesquisas que se vinculem a processos autorais em arte, em especial nas artes performativas, partindo de mitologias pessoais para criação, assim como investigação de contextos de alteridade, que dialogam com camadas de pessoalidade, transitando pela seara dos feminismos plurais e das questões de gênero.

Arte, experiência, linguagem
Regina de Paula

Artista e professora associada no Instituto de Artes-Uerj. Integra a linha de pesquisa Arte, experiência, linguagem do Programa de Pós-Graduação em Artes-PPGArtes-Uerj. É bolsista do Programa PROCIÊNCIA da Universidade do Estado do Rio de Janeiro desde 2014. Foi artista residente no Centre d’Art Passerelle em Brest, França (2005); indicada para o Prêmio Pipa 2011; contemplada com a bolsa Rio Arte (1996) e participou da 10ª Bienal do Mercosul (2015). Dentre as exposições coletivas recentes, destacam-se: 2020 - Casa Carioca, MAR, RJ / 2019 - O rio dos navegantes, MAR, RJ / 2018 - Mulheres na coleção do MAR, MAR, RJ; Passe a mão, Galeria Mercedes Viegas, RJ / 2017 Feito poeira ao vento, MAR, RJ / 2016 - Coleção Joaquim Paiva, MAM, RJ; Ao amor do público, MAR, RJ; Baía de Guanabara: águas e vidas escondidas, MAC, Niterói. Suas últimas individuais foram Diante dos olhos, os gestos, Paço Imperial, RJ, 2016 e E fiquei de pé sobre a areia, galeria Mercedes Viegas, RJ, 2014. Em 2016 publicou Sobre a areia, em coautoria com Marcelo Campos, sobre sua produção artística.

PROJETO DE PESQUISA:
DIANTE DOS OLHOS
O projeto parte do que denomino acontecimento − a encarnação de um pensamento ou intuição latente, propiciada pelo encontro de uma inquietação com algo externo. A pesquisa envolve questões fundadoras da cultura e a própria existência, desdobrando-se através de diversos meios, tais como vídeo, fotografia, performance, instalação, desenho, apropriação, produção textual. A investigação valoriza os processos: poéticas elaboradas a partir do que é empreendido, o verbal e não verbal, de modo integrado e complementar, visando uma abordagem interdisciplinar para a investigação artística.

Arte, sujeito, cidade
Rodrigo Guéron

Professor Associado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pesquisador pró-cientista, Rodrigo Guéron é membro efetivo do PPGARTES (Programa de Pós-Graduação em Artes) do Instituto de Artes da UERJ e membro colaborador do PPGFIL (Programa de Pós-Graduação em Filosofia) da mesma universidade. Guéron é autor dos livros, "Capitalismo, Desejo e Política. Deleuze e Guattari leem Marx." Rio de Janeiro: Nau Editora, 2020, e "Da Imagem ao Clichê, do Clichê à Imagem. Deleuze, Cinema e Pensamento". Rio de Janeiro: Nau editora, 2011, (publicado com apoio da Faperj). Em 2015 fez uma pesquisa de pós-doutorado na Universidade de Paris Ouest Nanterre/La Defense em colaboração com a Professora Anne Sauvagnargues, contando com o apoio da bolsa "estágio sênior no exterior" da Capes,. O tema desta pesquisa foi “A relação entre arte e política no pensamento de Gilles Deleuze e Felix Guattari". É líder do grupo de pesquisa do CNPQ "Video, arte, Política e Pensamento". Rodrigo Guéron é Doutor em Filosofia (Estética e Filosofia da Arte) e Professor, é também diretor e roteirista de cinema, vídeo, com destaque para direção de três curtas-metragens, "750-Cidade de Deus", "Clandestinidade" e "Eu Estou Bem Cada Vez Melhor", com prêmios em festivais no Brasil e no exterior e a série no youtube Barra/Ódio/Barra/Amor realizada com apoio do Edital de Apoio às Artes da Faperj. Rodrigo Guéron fez todo o início de sua carreira acadêmica na área de Filosofia, com graduação e mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), escrevendo uma dissertação sobre Nietzsche e a História. Seguindo nesta área no doutorado trouxe, no entanto, o seu trabalho com cinema e vídeo para a universidade a partir do início dos anos 2000. Além dos livros supracitados, Rodrigo Guéron tem publicações sobre Filosofia e Arte, Filosofia e Cinema, Filosofia e Política, Arte e Política, Filosofia, Arte, Cinema e Política; e tem também cerca de 25 anos de experiência como professor universitário em universidades públicas e privadas, ministrando disciplinas de filosofia, política, estética, arte e cinema.

Arte, imagem, escrita
Sheila Cabo Geraldo

Coordenadora do Programa da Pós-graduação em Artes da UERJ (PPGArtes), concluiu pós-doutorado na Universidade Complutense de Madri (2008), com bolsa Capes, e na Unicamp, no Instituto de Estudos da Linguagem, sob supervisão do Dr. Marcio Seligmann-Silva (2016-17). É bolsista PROCIÊNCIA na Universidade do Estado do Rio de Janeiro desde 2006, onde desenvolveu o projeto Arte e História na Contemporaneidade: implicações políticas e atualmente realiza a pesquisa Políticas da memória: estudos sobre o colonialismo e o pós-colonialismo na América Latina (Brasil, Argentina e Chile). Lider do Grupo de Pesquisa Escrita: Arte, História e Crítica, é professora do Programa de Pós-graduação em Artes - PPGArtes e foi editora da revista Concinnitas, do Instituto de Artes da Uerj/PPGArtes entre 2003 e 2011. Foi presidente da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas - ANPAP - eleita para o biênio 2011- 2012. Bolsista Produtividade 2 (CNPq). Possui graduação em Desenho e Plástica (Licenciatura) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1977) e mestrado em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1994), onde defendeu a dissertação Goeldi: modernidade extraviada. Fez doutoramento em História pela Universidade Federal Fluminense (2001), com a tese Arte e Modernidade Germânica. Foi bolsista DAAD na Freie Universität Berlin em 1998. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em História da Arte, atuando principalmente nos seguintes temas: história da arte, crítica de arte, arte e política, arte no Brasil, arte contemporânea, decolonialidade.

PROJETO DE PESQUISA:
POLÍTICAS DA MEMÓRIA: estudos sobre o colonialismo e o pós-colonialismo na América Latina (Brasil, Argentina e Chile). O projeto dá continuidade e aprofunda aspectos do projeto Arte e história na contemporaneidade: implicações políticas, desenvolvido com o apoio das bolsas Prociência (Uerj-Faperj) e Produtividade (CNPq). Desenvolvido dentro do Programa de Pós-graduação em Artes (PPGArtes-UERJ) e como parte do Programa Capes de Internacionalização intitulado Geopoéticas e Novas Epistemes: Relações da Arte e da Cultura na Contemporaneidade, em convênio com a Universidade Nacional Autônoma, do México, as Universidade Nacional San Martín e Universidade de Buenos Aires, da Argentina, e a Universidade da Califórnia/Berkeley, nos Estados Unidos, o projeto pretende ser um intervalo de reflexão capaz de ativar respostas em arte ao momento histórico em que vivemos, sobretudo no que diz respeito ao cenário latino-americano, marcado pela discussão sobre o legado colonial, o pós-colonialismo e o processo de descolonização do poder e do conhecimento. Partindo das pesquisas que geraram as publicações e participações em eventos registrados na Plataforma Lattes, e que se pode resumir na prática teórica de ativar a transversalidade entre arte e história, pretende-se desdobrar o projeto, que recai na prática de ativação crítica de obras e eventos artísticos, que estejam perpassados pelos discursos de história, enquanto discursos de memória e trauma, especialmente daquelas obras e projetos marcados pela violência das ditaduras na América Latina, diretamente ligadas aos debates e teorias pós-coloniais. Como escreveu Andreas Huyssen, há um elo complexo entre a política racial nazista, o Holocausto e a violência colonialista. No caso dos países da América Latina, que já têm mais de duzentos anos de independência, não caberia falar de colonialismo agora, mas de acordo com as teorias desenvolvidas a partir dos anos 1970, de pós-colonialismo, cuja ênfase está nas marcas deixadas nas sociedades independentes, as quais construíram seus processos de modernidade sob os rastros da violência colonial. Essas marcas se revelam na permanência das relações escravistas, nas relações raciais, de identidade de gênero, já abordadas em alguns dos artigos publicados. Interessa-nos, assim, também, observar projetos e obras dos anos após 1980, quando os estudos sobre a memória ganham densidade teórica, mas também voltam-se para as práticas que relacionam memória e direitos humanos, abrindo novos caminhos na sociedade pós-utópica, seja para a ação dos grupos e comissões de memória e justiça, seja para as ações artísticas relacionadas à memória do trauma colonial que se reativa enquanto marcas pós-coloniais durante o período das ditaduras e que, muitas vezes, veladamente ou abertamente, ainda são identificadas nesse novo milênio, sobretudo nos últimos anos.

Arte, recepção, alteridade
Vera Beatriz Siqueira

Estudo dos nexos existentes entre o processo estético e os demais processos de construção e transformação do real contemporâneo, de maneira a investigar os mecanismos de juízo e legitimação que caracterizam o sistema de arte e hierarquizam as posições dos trabalhos, bem como as formas de contaminação entre a arte e a sua institucionalização.

PROJETO DE PESQUISA:
ESTILO E INSTITUIÇÃO: ARTE E CULTURA CONTEMPORÂNEA NO BRASIL
O foco central desta pesquisa é a análise das estratégias e dos efeitos da institucionalização da arte moderna e contemporânea no Brasil, a partir do estudo de casos de e artistas significativos para a visualidade contemporânea no país. Este tema se apresenta, no quadro atual dos estudos sobre arte, de forma contraditória. De um lado, associa-se à investigação da notória precariedade de nosso sistema cultural, cujo atraso frente à modernidade internacional vem sendo sobejamente estudado por nossa historiografia da arte. Por outro lado, podemos perceber ligações entre a tal precariedade institucional e a carência de análises materiais das linguagens de nossos artistas modernos e contemporâneos. O projeto pretende investigar os nexos existentes entre o processo estético e os demais processos de construção e transformação do real contemporâneo, a partir da investigação dos mecanismos de juízo e legitimação estéticos que caracterizam o sistema de arte e hierarquizam as posições dos trabalhos e seus efeitos concretos na elaboração das obras. A pesquisa vincula-se ao Grupo de Pesquisa do CNPq “Núcleo de Livres Estudos de Arte e Cultura Contemporânea”.

Grupo de pesquisa: NUCLEAR – Núcleo de Livres Estudos de Arte e Cultura Contemporânea - Líder