Área de Investigação

Jorge Menna Barreto, Ph.D. é artista e educador brasileiro, cuja prática e pesquisa se dedicam à arte site-specific há mais de 20 anos. Menna Barreto aborda o site-specificity a partir de uma perspectiva crítica e sul-americana. Traduziu vários autores do inglês para o português brasileiro, incluindo Miwon Kwon, Rosalyn Deutsche, Hito Steyerl e Anna Tsing. Em 2016, participou da 32ª Bienal de São Paulo com o premiado projeto Restauro: um restaurante pensado para funcionar com um complexo sistema de restauração ambiental em colaboração com assentamentos do Movimento dos Sem Terra [MST]. Em 2020, como residente da Jan van Eyck Academie, Holanda, lançou um periódico chamado Enzyme em colaboração com Joélson Buggilla. Desde 2015, é professor titular do Departamento de Arte da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e em 2021 tornou-se Assistant Professor do Departamento de Arte da UCSC - University of California Santa Cruz.

PROJETO DE PESQUISA:
ESCULTURA AMBIENTAL
Sinopse: A ideia de Escultura Ambiental parte de uma aproximação entre a agroecologia e as práticas site-specific em arte, com ênfase em agroflorestas. Considerando-se a agricultura como uma das atividades humanas que mais impactam o planeta e portanto o alimento como o principal mediador na relação sociedade-ambiente, o sistema digestivo humano é visto a partir de sua potência escultórica: aquilo que comemos molda a paisagem na qual vivemos. Entre as questões formuladas estão: qual o papel da arte no atual debate ambiental? Como a arte e a educação podem contribuir para o entendimento do momento de crise ambiental e fazer um movimento crítico? Parte da investigação concentra-se em encontrar formas de engajamento artístico que não sejam dependentes de exposições e de sua duração limitada, propondo formatos e temporalidades que levem em conta a sua sustentabilidade. Entendemos assim que uma combinação entre educação, arte e pesquisa possa contribuir para o cultivo da complexidade de pensamento e ação direta no mundo e, na contramão do lógica monocultural predominante, aumentar a (bio)diversidade em suas múltiplas manifestações, desde o cultivo de florestas até o aprender a “pensar como florestas”.