O Programa de Pós-graduação em Artes - Mestrado em Artes do Instituto de Artes da UERJ - iniciou suas atividades em março de 2005. Priorizando a área de concentração Arte e Cultura Contemporânea, o curso abre vagas anuais, dentro das seguintes linhas de pesquisa:

  1. Arte, experiência, linguagem:
    Cristina Salgado, Inês Araújo, Malu Fatorelli, Regina de Paula, Ricardo Basbaum.Reúne pesquisas em que são problematizadas a produção e conceituação da obra de arte, sob qualquer perspectiva epistêmica. Enfatiza-se a experimentação de linguagem em seus diferentes recursos, suportes e dimensões sensoriais e em suas articulações poéticas, teóricas, críticas e institucionais. Parte-se do princípio que o processo de arte instaura um campo de experiências e de intensidades, que engaja o corpo individual e coletivo na produção de subjetividade e na politização dos modos de construção do artista e do espectador. Nesse sentido, afirma-se a importância da desautomatização das relações entre a construção de discurso e a prática artística.

 

 

  1. Arte, imagem, escrita:
    Leila Danziger, Luiz Cláudio da Costa, Nanci Freitas, Sheila Cabo Geraldo.A linha reúne investigações em arte, história da arte e teoria da arte voltadas para a potência da imagem e do corpo, sua constituição e seus usos políticos na interação com a experiência. Busca desenvolver e afirmar novas práticas da escrita da arte, quer sejam históricas, teóricas ou propriamente artísticas.

 

  1. Arte, pensamento, performatividade:
    Denise Espírito Santo, Isabela Frade, Luciana Lyra, Nanci Freitas, Roberto Corrêa dos Santos.

A linha reúne pesquisas e processos relacionados ao conceito de performatividade na arte contemporânea, envolvendo questões teórico-crítico-experimentais acerca dos modos de ação construídos pelo corpo como um todo, o que significa exames múltiplos de atos de fala, atos de pensamento, atos de cena e atos de cultura, voltados para a expansão da formação poética, artística e política no âmbito do sensível.

 

  1. Arte, sujeito, cidade:

Aldo Victorio, Alexandre Sá, Andreas Valentin, Denise Espírito Santo, Jorge Cruz, Lilian do Valle, Roberto Corrêa dos Santos, Rodrigo Guéron.

A linha dedica-se à reflexão sobre a arte entendida não apenas como produção de artefatos e eventos, mas como praxis definidora de modos de ser e de habitar a cidade. Nesse sentido, a arte é dita atividade incessante de criação de espaços de vida e de autoformação, de experimentação de práticas de subjetivação e de produção de presença. São pois os primeiros produtos da atividade artística a sensibilidade, a intenção e o gesto que constituem o ser na pluralidade do mundo, mas também o corpo e espaço que fazem ser a cidade.

 

  1. Arte, recepção, alteridade

Luiz Felipe Ferreira, Marcelo Campos, Maurício Barros de Castro, Maria Berbara, Roberto Conduru, Tamara Quírico, Vera Beatriz Siqueira.

Docente colabores: Guilherme Bueno e Rafael Cardoso

 

Reúne projetos que investigam o fenômeno artístico a partir de sua relação com a instância cultural, em dupla vertente: 1) ao abordar o problema da recepção e trânsito de objetos, práticas, teorias e tradições artísticas dentro da nova geo-história da arte; 2) ao lidar com a questão da incorporação do problema da alteridade no discurso crítico e historiográfico, especialmente a partir de objetos, temas e questões usualmente associados ao campo antropológico, tais como objetos artísticos e etnográficos, arte e ritual, arte e vida, entre outros. Assim, a linha compromete-se com epistemologias e métodos investigativos que façam confluir diferentes objetos, sistemas de pensamento, agentes, instituições, tradições culturais e artísticas, modos de ação e reflexão (pesquisar, colecionar, exibir, ensinar, escrever, editar, criar, interpretar etc.