Reúne pesquisas em que são problematizadas a produção e conceituação da obra de arte, sob qualquer perspectiva epistêmica. Enfatiza-se a experimentação de linguagem em seus diferentes recursos, suportes e dimensões sensoriais e em suas articulações poéticas, teóricas, críticas e institucionais. Parte-se do princípio que o processo de arte instaura um campo de experiências e de intensidades, que engaja o corpo individual e coletivo na produção de subjetividade e na politização dos modos de construção do artista e do espectador. Nesse sentido, afirma-se a importância da desautomatização das relações entre a construção de discurso e a prática artística.

Docentes


Professora do Instituto de Artes e do Programa de Pós-graduação em Artes na Linha de pesquisa Arte, Experiência, Linguagem. Formada em Comunicação Visual (EBA/UFRJ), é mestre e doutora em Linguagens Visuais pelo PPGAV/UFRJ, com pós-doutorado PNPD/CAPES na mesma instituição. Durante o doutorado, cumpriu estágio PDEE na École Doctorale Arts plastiques, esthétiques e sciences de l’art na Université Paris 1 – Panthéon Sorbonne. Entre 2011 e 2020 foi professora de videoarte e videoinstalação na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Atuou nos cursos de pós-graduação lato sensu em Ensino da Arte da EAV/Parque Lage/Instituto de Artes/UERJ e em Crítica de Arte e Curadoria de Exposições de Arte IUPERJ/Universidade Candido Mendes. Atuou no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais PPGAV/EBA/UFRJ e no Programa de Pós-Graduação em Música PPGM/UFRJ. Foi Coordenadora de exposições das galerias COEXPA/DECULT/UERJ entre 2018 e 2019. Em 2014 lançou o livro Analu Cunha, com entrevista de Gloria Ferreira e textos de Tania Rivera e Wilton Montenegro sobre sua produção artística. Trabalha como artista visual, curadora e pesquisadora, com ênfase na área da videoarte e dos elementos constitutivos do audiovisual: som, imagem e ritmo em suas implicações sociais e antropológicas.

PROJETO DE PESQUISA:
A IMAGEM EM DESCOMPASSO
O projeto, vinculado ao PPGArtes/Uerj, procura ampliar e dar continuidade às questões levantadas na pesquisa de pós-doutorado Som e ritmo na videoarte brasileira (CAPES/PNPD/PPGAV/UFRJ), que se consistiu no estudo de obras pontuais de artistas brasileiros abordadas em suas questões rítmicas. Publicada em Outros começos, pós cadernos 01 do PPGAV/UFRJ, com o título Compasso binário (não), propõe uma análise antropológica do ritmo para nortear as análises. Nos exercícios propostos para a disciplina, os eventos artísticos são tratados sob o ponto de vista do ritmo como fenômeno amplo, em suas acepções visuais, sociais e políticas. Com Elisa de Magalhães (PPGAV/UFRJ), lidera o grupo de pesquisa Derivagens (CNPq), centrado na problematização do conceito de imagem. Coordena o Projeto de extensão A imagem fora, que tem, como objetivo, pensar e produzir videoarte e videoinstalações para exibição em espaços internos e externos à universidade.


Jorge Menna Barreto, Ph.D. é artista e educador brasileiro, cuja prática e pesquisa se dedicam à arte site-specific há mais de 20 anos. Menna Barreto aborda o site-specificity a partir de uma perspectiva crítica e sul-americana. Traduziu vários autores do inglês para o português brasileiro, incluindo Miwon Kwon, Rosalyn Deutsche, Hito Steyerl e Anna Tsing. Em 2016, participou da 32ª Bienal de São Paulo com o premiado projeto Restauro: um restaurante pensado para funcionar com um complexo sistema de restauração ambiental em colaboração com assentamentos do Movimento dos Sem Terra [MST]. Em 2020, como residente da Jan van Eyck Academie, Holanda, lançou um periódico chamado Enzyme em colaboração com Joélson Buggilla. Desde 2015, é professor titular do Departamento de Arte da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e em 2021 tornou-se Assistant Professor do Departamento de Arte da UCSC - University of California Santa Cruz.

PROJETO DE PESQUISA:
ESCULTURA AMBIENTAL
Sinopse: A ideia de Escultura Ambiental parte de uma aproximação entre a agroecologia e as práticas site-specific em arte, com ênfase em agroflorestas. Considerando-se a agricultura como uma das atividades humanas que mais impactam o planeta e portanto o alimento como o principal mediador na relação sociedade-ambiente, o sistema digestivo humano é visto a partir de sua potência escultórica: aquilo que comemos molda a paisagem na qual vivemos. Entre as questões formuladas estão: qual o papel da arte no atual debate ambiental? Como a arte e a educação podem contribuir para o entendimento do momento de crise ambiental e fazer um movimento crítico? Parte da investigação concentra-se em encontrar formas de engajamento artístico que não sejam dependentes de exposições e de sua duração limitada, propondo formatos e temporalidades que levem em conta a sua sustentabilidade. Entendemos assim que uma combinação entre educação, arte e pesquisa possa contribuir para o cultivo da complexidade de pensamento e ação direta no mundo e, na contramão do lógica monocultural predominante, aumentar a (bio)diversidade em suas múltiplas manifestações, desde o cultivo de florestas até o aprender a “pensar como florestas”.

Regina de Paula

Artista e professora associada no Instituto de Artes-Uerj. Integra a linha de pesquisa Arte, experiência, linguagem do Programa de Pós-Graduação em Artes-PPGArtes-Uerj. É bolsista do Programa PROCIÊNCIA da Universidade do Estado do Rio de Janeiro desde 2014. Foi artista residente no Centre d’Art Passerelle em Brest, França (2005); indicada para o Prêmio Pipa 2011; contemplada com a bolsa Rio Arte (1996) e participou da 10ª Bienal do Mercosul (2015). Dentre as exposições coletivas recentes, destacam-se: 2020 - Casa Carioca, MAR, RJ / 2019 - O rio dos navegantes, MAR, RJ / 2018 - Mulheres na coleção do MAR, MAR, RJ; Passe a mão, Galeria Mercedes Viegas, RJ / 2017 Feito poeira ao vento, MAR, RJ / 2016 - Coleção Joaquim Paiva, MAM, RJ; Ao amor do público, MAR, RJ; Baía de Guanabara: águas e vidas escondidas, MAC, Niterói. Suas últimas individuais foram Diante dos olhos, os gestos, Paço Imperial, RJ, 2016 e E fiquei de pé sobre a areia, galeria Mercedes Viegas, RJ, 2014. Em 2016 publicou Sobre a areia, em coautoria com Marcelo Campos, sobre sua produção artística.

PROJETO DE PESQUISA:
DIANTE DOS OLHOS
O projeto parte do que denomino acontecimento − a encarnação de um pensamento ou intuição latente, propiciada pelo encontro de uma inquietação com algo externo. A pesquisa envolve questões fundadoras da cultura e a própria existência, desdobrando-se através de diversos meios, tais como vídeo, fotografia, performance, instalação, desenho, apropriação, produção textual. A investigação valoriza os processos: poéticas elaboradas a partir do que é empreendido, o verbal e não verbal, de modo integrado e complementar, visando uma abordagem interdisciplinar para a investigação artística.