A linha reúne investigações em arte, história da arte e teoria da arte voltadas para a potência da imagem e do corpo, sua constituição e seus usos políticos na interação com a experiência. Busca desenvolver e afirmar novas práticas da escrita da arte, quer sejam históricas, teóricas ou propriamente artísticas.

Docentes

Arte, imagem, escrita
Sheila Cabo Geraldo

Coordenadora do Programa da Pós-graduação em Artes da UERJ (PPGArtes), concluiu pós-doutorado na Universidade Complutense de Madri (2008), com bolsa Capes, e na Unicamp, no Instituto de Estudos da Linguagem, sob supervisão do Dr. Marcio Seligmann-Silva (2016-17). É bolsista PROCIÊNCIA na Universidade do Estado do Rio de Janeiro desde 2006, onde desenvolveu o projeto Arte e História na Contemporaneidade: implicações políticas e atualmente realiza a pesquisa Políticas da memória: estudos sobre o colonialismo e o pós-colonialismo na América Latina (Brasil, Argentina e Chile). Lider do Grupo de Pesquisa Escrita: Arte, História e Crítica, é professora do Programa de Pós-graduação em Artes - PPGArtes e foi editora da revista Concinnitas, do Instituto de Artes da Uerj/PPGArtes entre 2003 e 2011. Foi presidente da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas - ANPAP - eleita para o biênio 2011- 2012. Bolsista Produtividade 2 (CNPq). Possui graduação em Desenho e Plástica (Licenciatura) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1977) e mestrado em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1994), onde defendeu a dissertação Goeldi: modernidade extraviada. Fez doutoramento em História pela Universidade Federal Fluminense (2001), com a tese Arte e Modernidade Germânica. Foi bolsista DAAD na Freie Universität Berlin em 1998. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em História da Arte, atuando principalmente nos seguintes temas: história da arte, crítica de arte, arte e política, arte no Brasil, arte contemporânea, decolonialidade.

PROJETO DE PESQUISA:
POLÍTICAS DA MEMÓRIA: estudos sobre o colonialismo e o pós-colonialismo na América Latina (Brasil, Argentina e Chile). O projeto dá continuidade e aprofunda aspectos do projeto Arte e história na contemporaneidade: implicações políticas, desenvolvido com o apoio das bolsas Prociência (Uerj-Faperj) e Produtividade (CNPq). Desenvolvido dentro do Programa de Pós-graduação em Artes (PPGArtes-UERJ) e como parte do Programa Capes de Internacionalização intitulado Geopoéticas e Novas Epistemes: Relações da Arte e da Cultura na Contemporaneidade, em convênio com a Universidade Nacional Autônoma, do México, as Universidade Nacional San Martín e Universidade de Buenos Aires, da Argentina, e a Universidade da Califórnia/Berkeley, nos Estados Unidos, o projeto pretende ser um intervalo de reflexão capaz de ativar respostas em arte ao momento histórico em que vivemos, sobretudo no que diz respeito ao cenário latino-americano, marcado pela discussão sobre o legado colonial, o pós-colonialismo e o processo de descolonização do poder e do conhecimento. Partindo das pesquisas que geraram as publicações e participações em eventos registrados na Plataforma Lattes, e que se pode resumir na prática teórica de ativar a transversalidade entre arte e história, pretende-se desdobrar o projeto, que recai na prática de ativação crítica de obras e eventos artísticos, que estejam perpassados pelos discursos de história, enquanto discursos de memória e trauma, especialmente daquelas obras e projetos marcados pela violência das ditaduras na América Latina, diretamente ligadas aos debates e teorias pós-coloniais. Como escreveu Andreas Huyssen, há um elo complexo entre a política racial nazista, o Holocausto e a violência colonialista. No caso dos países da América Latina, que já têm mais de duzentos anos de independência, não caberia falar de colonialismo agora, mas de acordo com as teorias desenvolvidas a partir dos anos 1970, de pós-colonialismo, cuja ênfase está nas marcas deixadas nas sociedades independentes, as quais construíram seus processos de modernidade sob os rastros da violência colonial. Essas marcas se revelam na permanência das relações escravistas, nas relações raciais, de identidade de gênero, já abordadas em alguns dos artigos publicados. Interessa-nos, assim, também, observar projetos e obras dos anos após 1980, quando os estudos sobre a memória ganham densidade teórica, mas também voltam-se para as práticas que relacionam memória e direitos humanos, abrindo novos caminhos na sociedade pós-utópica, seja para a ação dos grupos e comissões de memória e justiça, seja para as ações artísticas relacionadas à memória do trauma colonial que se reativa enquanto marcas pós-coloniais durante o período das ditaduras e que, muitas vezes, veladamente ou abertamente, ainda são identificadas nesse novo milênio, sobretudo nos últimos anos.