A linha dedica-se à reflexão sobre a arte entendida não apenas como produção de artefatos e eventos, mas como praxis definidora de modos de ser e de habitar a cidade. Nesse sentido, a arte é dita atividade incessante de criação de espaços de vida e de autoformação, de experimentação de práticas de subjetivação e de produção de presença. São pois os primeiros produtos da atividade artística a sensibilidade, a intenção e o gesto que constituem o ser na pluralidade do mundo, mas também o corpo e espaço que fazem ser a cidade.

Docentes

Arte, sujeito, cidade
Aldo Victorio

Encontros, desencontros, colisões e afetos da arte com o cotidiano das redes juvenis: educação formal, trânsitos urbanos, tribos e outros pertencimentos; as estéticas tortas das rebeldias e suas multiplicidades nos fluxos da cidade. Sintonias e freqüências de delírio: energia, surto, controle e transgressão nos currículos praticados. Maquinaria desejante e volúpia estética - artistagens. Nomadismo e experimentações na arte, na educação e outras zonas da cidade praticada. Potências de criação - Linhas de fuga que formulam a produção cotidiana de sentidos indiciadas nas poéticas dos corpos... Autorias nômades individuais e coletivas e suas intervenções e contaminações nos espaços que ocupam, percorrem e atravessam. Interessam-nos as invenções estéticas para além do alcance das herme-nêuticas outorgadas... Desejamos investir em novas chaves de leitura para o univer-so das belezas invisibilizadas e/ou interditadas. Simpatizamos com os modos de acontecer no mundo que interrogam as certezas institucionais da arte e de seu ensi-no nesse início e fim de tudo. Enfim, atraem nossa atenção as produções estéticas das vagabundagens e erratismos como anúncio e acontecimento de outras episte-mes... pichações, funks, redes, corpos, currículos e artes inventados e praticados...

PROJETO DE PESQUISA:
JUVENTUDE LÍQUIDA: ESTÉTICA/EDUCAÇÃO/ACONTECIMENTOS
Criar novas possibilidades de relação pedagógica com a juventude. Levantar suas formas de ser e viver em grupo como alicerce para o fortalecimento de seu protagonismo nos cotidianos escolares. Explorar as potencialidades das racionalidades estético-expressivas emergentes nas culturas juvenis periferizadas como meio de investimento na sua emancipação e ocupação das centralidades sociais.
Grupo de pesquisa: Estudos Culturais em Educação e Arte (UERJ e UFRRJ) - Líder

Arte, sujeito, cidade
Alexandre Sá

Vive em Niterói e trabalha no Rio de Janeiro. É artista, curador e psicanalista. Pós-doutorando em Filosofia pelo PPGF-UFRJ sob supervisão de Rafael Haddock Lobo. Pós-doutor em Estudos Contemporâneos das Artes pela Universidade Federal Fluminense sob supervisão de Tania Rivera. Doutor (2011) e mestre (2006) em Artes Visuais pela Escola de Belas-Artes da UFRJ, tendo sido orientado por Glória Ferreira. Com esse último foi aprovado com louvor e indicação de publicação. É licenciado em Educação Artistica (Habilitação em História da Arte) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2002). É atual diretor e professor do Instituto de Artes da UERJ, além de professor do Programa de Pós-graduação em Artes da mesma instituição. É um profissional híbrido que trabalha com diversas linguagens (performances, instalações, textos críticos e vídeo) e a particularidade de sua pesquisa plástico-teórica são as relações entre o texto, a imagem, a poesia, o corpo e a psicanálise. Atua também como crítico de arte, escrevendo textos para revistas especializadas. Desenvolve um trabalho como editor de revistas acadêmicas de arte, tendo integrado o corpo editorial da Revista Arte & Ensaios (EBA-UFRJ) e atualmente é editor-chefe da revista Concinnitas do Instituto de Artes da UERJ, avaliada como A2. Também faz parte da Comissão de Credenciamento do Portal de Publicações da UERJ como professor titular. É membro e coordenador geral do Fórum do Campo Lacaniano - Niterói e da IF (The International of forums), ministrando com regularidade seminários que discutem as relações entre Arte & Psicanálise. É coordenador do Grupo de Pesquisa "A arte contemporânea e o estádio do espelho", certificado pelo CNPQ. Atualmente também é aluno do curso de Especialização em Gestão e Políticas Culturais, promovido pelo Itaú Cultural (Observatório Itaú) em parceria com a Universitat de Girona e a Cátedra UNESCO de Políticas Culturais e Gestão.

Arte, sujeito, cidade

Pós-doutorado no Instituto de História da Arte da Freie Universität Berlin. Doutor em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com uma pesquisa sobre a fotografia amazônica do alemão George Huebner. Mestre em Ciência da Arte pela Universidade Federal Fluminense. Graduação em História da Arte e Cinema pela Swarthmore College, Pennsylvania, EUA. Professor-adjunto de fotografia na Universidade Estadual do Rio de Janeiro/Instituto de Aplicação. Fotógrafo, escritor e pesquisador. Foi aluno e colaborador do artista plástico Helio Oiticica. Escreveu, dirigiu e produziu documentários na Amazônia. Nos anos 1970, realizou trabalhos em Super8, com filmes experimentais premiados em festivais no Brasil e no exterior. Documentou e pesquisou a Amazônia durante quinze anos, resultando num banco de imagens com mais de vinte mil fotografias. É autor de três livros sobre o Festival Folclórico de Parintins: ?Contrários: a Celebração da Rivalidade dos Bois-Bumbás de Parintins?, ?Vermelho, um Pessoal Garantido? e ?Caprichoso, a Terra é Azul?. É autor dos livros "SAARA Rio de Janeiro", 'Fotocine: a fotografia no cinema" e "A fotografia amazônica de Goerge Huebner" Foi coordenador de projetos da FUNARTE e assistente de produção e direção no filme ?Fitzcarraldo?, de Werner Herzog. É membro da Associação Brasileira de Antropologia; em 2004 foi vencedor do Prêmio Pierre Verger de Fotografia. Realizou inúmeras exposições individuais de fotografias, participou de coletivas e trabalha como curador. Em 2015, foi contemplado pela FUNARTE com o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia. (Texto informado pelo autor)

Arte, sujeito, cidade
Denise Espírito Santo

Denise Espírito Santo é Professora Associada do depto. de ensino da arte e cultura popular do Instituto de Artes da UERJ, professora do programa de pós-graduação em Artes – PPGArtes. Dramaturga e diretora artística da coletiva Medéias, coordena o projeto Zonas de Contato, atuante desde 2011 que vem realizando um trabalho de formação artística com artistas e grupos do interior do estado do Rio de Janeiro. Como dramaturga e diretora teatral, realizou os seguintes projetos: “Às margens de Medéia”, primeiro espetáculo da trilogia que itinerou por algumas cidades do Brasil; “O marinheiro escritor”, textos de Qorpo-Santo; “Um longo sonho do futuro”, com textos de Lima Barreto; “As rosas de Noel”, musical inspirado nas canções de Noel Rosa dentro do centenário de nascimento do poeta da Vila. Atualmente, dedica-se à montagem teatral e produção do curta-metragem “Como adubar terras áridas”, junto à coletiva Medéias. É autora dos livros “Poemas de Qorpo-Santo”, pela Ed. ContraCapa, 2000; “Miscelânia Quriosa”, pela Ed. Casa da Palavra, 2004; Editora das publicações “Medéia e suas margens”, lançada em 2018 e “Abrace sua vulnerabilidade”, junto com David Gutiérrez a ser lançado em 2021.

Área de pesquisa:
Dedica-se ao estudo e investigação sobre circuitos e/ou territórios de arte e cultura da cidade cujos trabalhos se inscrevam sob o emblema da diferença e da alteridade. Os projetos culturais e as ações artísticas que compõem esta pesquisa colocam em primeiro plano a escuta com os processos de criação e sua pertença ao universo das cartografias do corpo/cidade; suas ressonâncias afetam também o exercício docente junto às disciplinas do curso de artes visuais (licenciatura) do Instituto de Artes da UERJ e também no programa de pós-graduação em artes (PPGArtes), expandindo para as orientações e experimentos artísticos desenvolvidos no âmbito do projeto Zonas de Contato, atuante desde 2011 e contando com financiamento FAPERJ e CNPq. O recorte de algumas destas proposições buscam intensificar uma reflexão sobre a diáspora africana e as “amefricanidades” no contexto social e cultural da sociedade brasileira contemporânea, mais especificamente o impacto desta história no campo da educação, da arte, da saúde e cultura.
PROJETO DE PESQUISA:
1. CASA ATELIÊ – responde por uma interface entre arte, saúde e educação com o fim de subsidiar ações de pesquisa, de produção de metodologias visando a manutenção de um ateliê experimental localizado em duas unidades de saúde do Hospital Universitário Pedro Ernesto, HUPE, a saber: Vila da Psiquiatria e Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente. Configura-se como projeto inter-transdisciplinar envolvendo as áreas: Artes, Saúde, Educação.
site: Casa Ateliê https://casaatelieuerj.wixsite.com/casaatelie
2. ZONAS DE CONTATO – afina-se com uma proposta de formação artística e de intercâmbio cultural voltada para o fortalecimento das pesquisas artísticas, teóricas e pedagógicas que fundamentam o trabalho de atores, diretores, pesquisadores, coreógrafos, estudantes e grupos de teatro da cidade e do interior do estado do Rio de Janeiro. O projeto se dá na qualidade de residência artística e de intercâmbio cultural, investindo na formação desses grupos e coletivos. O projeto vem sendo financiado desde 2012 pela FAPERJ, produções mais recentes: “Medéia e suas margens”, montagem teatral, 2017-2019; “Como adubar terras áridas”, curta-metragem, 2020-2021, publicação “Abrace sua vulnerabilidade”, 2021.
site: Zonas de Contato https://zonasdecontato.wixsite.com/medeia

Arte, sujeito, cidade
Lilian do Valle

Professora titular de Filosofia da Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde ingressou em 1984, graduou-se em Pedagogia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1978), tendo-se doutorado em 1982 na Universidade de Paris V - René Descartes, com tese sobre as representações do lazer dos trabalhadores pelas ciências sociais brasileiras. Realizou, por mais de duas décadas, estudos e pesquisas sobre as origens da escola pública, interessando-se pela gestão do tempo livre das crianças em idade escolar e, em seguida, pela crítica ao cognitivismo. Realizou, em 1991 e 2007, estágios de pós-doutorado na École des Hautes Etudes en Sciences Sociales. Traduziu obras de Nicole Loraux, Cornelius Castoriadis e Jacques Rancière. Foi responsável pelo projeto de criação dos programas de pós-graduação Memória Social e Documento, da Unirio, e Políticas Públicas e Formação Humana, da Uerj, que ajudou a implantar e credenciar. Publicou, entre outros, A Escola Imaginária (DPA, 1997) e Enigmas da Educação (Autêntica, 2001).

PROJETO DE PESQUISA:
Em sua investigação atual dedica-se à crítica da antropologia ocidental e sua predileção por oposições tais como pensamento x atividade, eu x outro, interior x exterior, razão x sensibilidade, que têm como ponto de origem e de confluência a oposição alma x corpo imperou desde a Antiguidade, sob influência platônica. Enfatizam-se as noções de corporeidade e presença, principais operadores da crítica a ser realizada à clivagem de que derivaram a perda da corporeidade e do mundo características do «sujeito isolado»; ao projeto de modernidade civilizatória, que legitimou a colonialidade e a «diferença colonial» (Mignolo); à «grande divisão» (Latour) natureza/sociedade, que justificou o comportamento predatório em relação ao terrestre; e à oposição nacional x mundial, que, buscando responder à crise da representação política, dificilmente dá conta das novas exigências cosmopolíticas de que depende a renovação do projeto democrático. Pretende-se, muito especialmente, analisar o potencial da arte para a instalação de uma cultura cosmopolita, capaz de, religando o sujeito a seu corpo e ao mundo, favorecer o acolhimento do diverso e a criação de uma nova disposição frente à pluralidade e aos desafios dos tempos atuais.

Arte, sujeito, cidade
Rodrigo Guéron

Professor Associado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pesquisador pró-cientista, Rodrigo Guéron é membro efetivo do PPGARTES (Programa de Pós-Graduação em Artes) do Instituto de Artes da UERJ e membro colaborador do PPGFIL (Programa de Pós-Graduação em Filosofia) da mesma universidade. Guéron é autor dos livros, "Capitalismo, Desejo e Política. Deleuze e Guattari leem Marx." Rio de Janeiro: Nau Editora, 2020, e "Da Imagem ao Clichê, do Clichê à Imagem. Deleuze, Cinema e Pensamento". Rio de Janeiro: Nau editora, 2011, (publicado com apoio da Faperj). Em 2015 fez uma pesquisa de pós-doutorado na Universidade de Paris Ouest Nanterre/La Defense em colaboração com a Professora Anne Sauvagnargues, contando com o apoio da bolsa "estágio sênior no exterior" da Capes,. O tema desta pesquisa foi “A relação entre arte e política no pensamento de Gilles Deleuze e Felix Guattari". É líder do grupo de pesquisa do CNPQ "Video, arte, Política e Pensamento". Rodrigo Guéron é Doutor em Filosofia (Estética e Filosofia da Arte) e Professor, é também diretor e roteirista de cinema, vídeo, com destaque para direção de três curtas-metragens, "750-Cidade de Deus", "Clandestinidade" e "Eu Estou Bem Cada Vez Melhor", com prêmios em festivais no Brasil e no exterior e a série no youtube Barra/Ódio/Barra/Amor realizada com apoio do Edital de Apoio às Artes da Faperj. Rodrigo Guéron fez todo o início de sua carreira acadêmica na área de Filosofia, com graduação e mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), escrevendo uma dissertação sobre Nietzsche e a História. Seguindo nesta área no doutorado trouxe, no entanto, o seu trabalho com cinema e vídeo para a universidade a partir do início dos anos 2000. Além dos livros supracitados, Rodrigo Guéron tem publicações sobre Filosofia e Arte, Filosofia e Cinema, Filosofia e Política, Arte e Política, Filosofia, Arte, Cinema e Política; e tem também cerca de 25 anos de experiência como professor universitário em universidades públicas e privadas, ministrando disciplinas de filosofia, política, estética, arte e cinema.